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Um grupo de sete ciclistas começaram no dia 3 de janeiro uma travessia do Oceano Atlântico ao Pacífico. Os “Predadores de Distâncias”, nome adotado pelo grupo, começou a viagem no Balneário Camboriú, em Santa Catarina, e vão pedalar cerca de 3 mil km até Antofagasta, extremo oeste do Chile.

A expedição – que conta com o apoio da Nissan – passará por diversas cidades do interior catarinense e da Argentina e levará cerca de 27 dias, com pedaldas diárias de 120 a 180 quilômetros, num total de aproximadamente 3 mil quilômetros.

Em função do grande esforço físico exigido pelo percurso – como as mudanças acentuadas de altitude e de clima – os atletas serão monitorados por uma equipe multidisciplinar que os acompanhará durante todo o trajeto em três veículos oferecidos pela Nissan – Nova Frontier, Frontier Attack e um Xterra – todos com tração nas quatro rodas.

Para esta primeira travessia, grandes distâncias foram percorridas diariamente pelos ciclistas, como parte de um treino minucioso de preparação física e psicológica.

“Esta aventura surgiu de uma idéia que vem amadurecendo já faz alguns meses e agora faltam poucas horas para o início de uma nova história na vida de cada um dos predadores”, destaca Sandro Bernardoni, responsável pelo projeto.

ROTEIRO

Durante o percurso o grupo passará por pequenas cidades com geografias e culturas distintas e curiosas como, por exemplo, as margens do rio Itajaí-Açu (ponto de início do lendário caminho do Peabiru), a Selva Saltenha (que guarda árvores tão altas quanto as do norte do Amazonas) – além do tão conhecido Deserto de Atacama e de parte do antigo Kollasuyu (uma das quatro províncias do Império dos Incas), que é também o lugar mais seco do mundo.

A primeira parada será em Rio do Sul, no interior catarinense. Nos dois dias seguintes os bikers vão passar Curitibanos e Campos Novos, no caminho de Xanxerê. Por conta do relevo sobe e desce, esse trajeto será o primeiro teste de resistência do grupo.

Xanxerê e Dionísio Cerqueira serão percorridos os últimos quilômetros em território brasileiro, sob fortes ventos e mudanças climáticas repentinas.

A entrada na Argentina está prevista para o quinto dia, pela província de Misiones. Nesta etapa a estrada terá subidas e descidas acentuadas e um clima tropical úmido. O próximo destino é a cidade de Oberá. Entre Oberá e Posadas o trecho será curto, já que o calor é constante e os atletas estarão sentindo os efeitos da temperatura, com desidratação e hidratação rápida.

A seguir, entre Posadas e Corrientes, a idéia é percorrer o extremo sul do Pantanal, região que pode apresentar alagamentos na estrada a beira do Rio Paraná. Saindo de Corrientes, o grupo entra na Província de Chaco, para cruzar o El Impenetrable – deserto de vegetação escassa e baixa.

Essa travessia irá, provavelmente, durar dois dias já que sua geografia (contrastante entre deserto e selva) torna o percurso mais árduo. Só então será possível subir a estrada que atravessa a selva sub-tropical do Chaco Saltenho para atingir a altitude de 1.400 metros acima do nível do mar e chegar na cidade de Salta.

Logo após haverá uma subida por uma sinuosa estrada de terra até alcançar os 3.600 metros de um local chamado “Pedra do Moinho”. Será o primeiro ponto que os ciclistas poderão sentir os efeitos da altitude com a escassez de oxigênio, o chamado “puna” ou “soroche” pelos habitantes da região.

Depois da Pedra do Moinho os ciclistas passam pelo Vale do Tonco e chegam em Cachi, onde será feita a aclimatação a 2.880 metros acima do nível do mar.

Saindo de Cachi o grupo cruza o “Abra do Acay”, uma passagem entre duas montanhas a 4.895 metros acima do nível do mar (80 metros mais alto que o Mont Blanc, a montanha mais alta da Europa) e depois uma descida ate 3.900 metros até San Antonio de los Cobres.

Neste ponto a idéia é pedalar até Olacapato, já no deserto de Atacama, depois de atravessar o Salar de Pipanaco, deserto de sal a mais de 4 mil metros acima do nível do mar.

De lá, os bikers chegam até o Passo de Huaytiquina, fronteira entre Argentina e Chile, na Cordilheira dos Andes, exatamente o meio do deserto de Atacama.

A seguir os ciclistas pedalam até a Vila de Toconao, mantendo uma altitude entre os 4 e 5 mil metros acima do nível do mar, no meio da cordilheira dos Andes.

A chegada em San Pedro de Atacama está prevista para o dia 20 de janeiro. Só então haverá a descida até Calama, passando por Chuquicamata, a maior mina de cobre a céu aberto do mundo.

Num último esforço será possível ver o sol se pondo por entre as pedras do portal de Antofagasta, nome que em quéchua (idioma dos Incas) significa porta do sol – destino final dos Predadores de Distância.

CICLISTAS:

  • Adriana de Campos Gassi, 36 anos (São Paulo/SP)
  • Edmilson Franqueira Amorelli, 53 (Balneário Camboriu/SC)
  • Fabio Luiz Tavares da Silva,36 anos (São Paulo/SP)
  • Juliano Salvadori, 25 anos (Balneário Camboriu/SC)
  • Maria de Lourdes França, (Navegantes/SC)
  • Sandro Bernardoni, 45 anos (Balneário Camboriu/SC)
  • Sedeur Wenceslau Tomaz da Silva, 39 anos (Navegantes/SC)

EQUIPE DE APOIO

  • André França – Mecânico de Bikes
  • André Schneider – Médico
  • Carlos Alberto Beppler – Relações Públicas
  • Nivaldo Evaristo – Mecânico Diesel
  • Rivo Emilio Biehl Junior- Fotógrafo
  • Santiago Ramos – Produtor e Roteirista

EQUIPAMENTOS (Básico)

  • Três Veículos Nissan todo terreno 4×4 – movidos a diesel
  • Sete bicicletas Speed (Bicicletas de ciclismo)
  • Sete Bicicletas Mountain Bike
  • 13 sacos de dormir
  • Quatro barracas para três pessoas

Mais informações no site: http://projetopred.multiply.com