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Texto e fotos de Daniela Prandi

Coquinho - Evandro Souza OliveiraCom 20 anos de ciclismo no currículo, Evandro Souza Oliveira, mais conhecido como “Coquinho”, é hoje o auxiliar técnico da Real Cycling Team/Caloi/Céu Azul, equipe que lidera na classificação individual, com Alex Diniz, o Giro do Interior de São Paulo.

Natural de Poço Verde, no Sergipe, o profissional atua no time com a sabedoria de quem acumula passagens por Jogos Olímpicos, Pan-Americanos e Sul-Americanos. Mecânico da Seleção Brasileira de Ciclismo entre os anos de 1992 a 2010, Oliveira está sempre de olho nos atletas e suas bikes. Cuidadoso, confere parafusos, a limpeza e o estado geral das bicicletas enquanto dá uma de “paizão” dos atletas, incentivando-os nos momentos de maior dureza nos treinos e nas competições.

Sua trajetória começou na Caloi, em 1991, e conta com passagens pelas equipes de Cordeirópolis e São José dos Campos.  Oliveira diz que sua primeira Olimpíada, em Atlanta (1996) foi inesquecível.

“Na vila olímpica, tudo era perfeito, havia comida e bebida à vontade, além de salas de jogos e uma estrutura impecável.”

Depois, foi a vez de Atenas (2004), cidade que ficou na memória pela beleza e riqueza histórica. “É um lugar muito bonito”. Já de Pequim (2008), guarda na memória o céu sempre cinza por causa da poluição intensa.

“Nas áreas onde havia competição, tudo era bonito. Se algum lugar não estava apropriado, eles cobriam com tapumes de propagandas dos jogos. Mas, um dia, a gente se desviou um pouco do caminho e viu uns lugares bem diferentes.”

Oliveira, que tem 42 anos, não vai aos Jogos de Londres. Quem deve assumir a função de mecânico é seu irmão mais novo, Eduardo Souza, de 26 anos. “Eu o trouxe para São Paulo, ensinei o ofício e ele se tornou um profissional muito respeitado”, conta.

Com tantos anos vivendo de perto o universo do ciclismo, ele sonha com mais provas longas, melhores premiações e a vinda de equipes estrangeiras para elevar o nível técnico do esporte. Diz se incomodar com as equipes que levam as competições “empurrando com a barriga”.

No dia 30 de março Oliveira ruma para a Volta do Uruguai. Animado com mais uma experiência, lembra que a vida de mecânico de bikes tem prazo de validade estendido.

“Conheço profissionais de 70 anos, que há 50 anos acompanham suas equipes.”