Fotos de divulgação

No Desafio Intermodal em São Paulo, bicicleta ficou entre as vencedoras
Apesar de todo o incentivo que o governo está dando à indústria automobilística, promovendo o acesso ao carro novo, no 7º Desafio Intermodal realizado no último dia 13 de setembro, em São Paulo, o automóvel se mostrou o transporte menos eficiente, levando 1hora e 41 minutos para atravessar 10 km no horário do rush (18h), um minuto apenas mais rápido que o tempo levado pela pessoa que fez o percurso à pé (1 hora e 42 minutos).
Ao todo, 14 tipos de modais enfrentaram o desafio de sair do Brooklin e chegar à prefeitura de São Paulo no horário de pico. Além do tempo gasto, também são levados em conta o custo financeiro envolvido em cada deslocamento e a quantidade de gás carbônico emitido.

Participantes do Desafio, que percorreu 10km no horário do rush em São Paulo
“Neste ano, o helicóptero chegou dois minutos antes, porém é muito maior a poluição que produz e o custo, então, nem se compara. Apesar de São Paulo ter uma das maiores frotas de helicóptero do mundo, é uma parcela muito pequena da população que tem condições de usar esse transporte. Já a bicicleta, que venceu em tempo nos anos anteriores, ficou apenas dois minutos atrás do helicóptero, sem poluir o ambiente e com custo zero para se deslocar” declarou Felipe Aragonez, presidente da CicloBR, entidade que promoveu o evento.
Em termos de gasto, para se deslocar do Brooklin à Prefeitura o trajeto de helicóptero custa R$ 150 reais, depois, o gasto maior é do carro que, além do custo do combustível (pouco mais de 1 litro) desembolsou com R$ 3 reais de Zona Azul antes da largada e mais R$ 10 reais para estacionar no centro da cidade.
Outra curiosidade foi o modal bicicleta dobrável + metrô que levou incríveis 57 minutos. Isso se explica porque o desafiante levou mais de 20 minutos para conseguir acessar o metrô na estação Faria Lima, onde há controle do fluxo de usuários. Já em outras estações, como Pinheiros, a transposição de trem + metrô flui rapidamente e garantiu o melhor tempo entre os transportes coletivos, chegando à prefeitura em quinto lugar (31 minutos e 55 segundos), logo atrás do desafiante que chegou de patins.
O paratleta Valdir Gonçalves, utilizou a handbike (bicicleta adaptada para deficientes paraplégicos) a fim de relatar as dificuldades de deslocamento para os portadores de deficiência, ainda que em trechos bem menores. Ainda assim, foi mais rápido do que se tivesse pegado um ônibus ou um carro.
Veja como ficou o ranking de tempo entre os modais:
Helicóptero – 22’ 22”
Bicicleta por vias rápidas – 24’ 07”
Motocicleta – 26’ 20”
Patins – 31’ 54”
Trem + metrô – 31’ 55”
Bicicleta por vias calmas – 48’
Skate – 55’ 38”
Bicicleta dobrável + metrô – 57’ 20”
Handbike – 58’ 35”
Trem + ônibus – 1 06’
Pedestre correndo – 1 07’
Ônibus – 1 30’
Automóvel – 1 41’
Pedestre caminhando – 1 42’



