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Foto de divulgação

Com o anúncio do retorno aos patamares da TEC (Tarifa Externa Comum do Mercosul) mediante a redução das alíquotas de importação que incidem sobre bicicletas, pneus e câmaras de ar, os montadores, distribuidores e importadores de bicicletas, peças e acessórios terão um alívio na pressão sobre os custos causada pela carga tributária, mas ainda insuficiente para tornar os preços praticados no Brasil mais competitivos.

Essa é a opinião da Abradibi (Associação Brasileira da Indústria, Comércio, Importação e Exportação de Bicicletas, Peças e Acessórios), que reúne montadores de bicicleta,e distribuidores, importadores e atacadistas do setor.

Hoje, as alíquotas de importação das  câmaras de ar, por exemplo, giram em torno de 25% e  35%. A partir de outubro, com a revogação da lista de exceção que há um ano atinge 100 setores da economia, esse patamar deve voltar aos 19%.

Segundo avaliação da Abradibi, esse fôlego a mais não impede que a bicicleta brasileira continue sendo uma das mais caras do mundo. Enquanto em países como Estados Unidos e Colômbia a carga de impostos sobre a bicicleta é zero, aqui ela equivale a cerca de 40% do valor final do produto.

O protecionismo que motivou a adoção da medida de exceção na importação de bicicletas, suas partes e peças, é um dos principais problemas enfrentados pela cadeia da bicicleta no Brasil. Como todos os países que produzem bicicletas de baixo valor agregado, a produção brasileira depende de peças vindas principalmente da China e Índia. “A importação em nosso setor é necessária para promover a absorção de tecnologia e a obtenção de insumos menos onerosos e mais eficientes”, afirma Tarciano Araújo, presidente da Abradibi.

Outro problema apontado por Tarciano é a falta de incentivo econômico para a bicicleta como solução para a mobilidade urbana. “Estamos construindo ciclovias, mas esquecemos de desonerar a bicicleta e seus componentes de impostos, como fazem outros países, para que ela se torne um meio de transporte realmente popular”, avalia o presidente da Abradibi.

Mercado
O mercado brasileiro é responsável pela produção de 6 milhões de bicicletas/ano.

A Abradibi estima que o mercado potencial do país gire em torno de  9 a 10  milhões de unidades/ano. “Com uma política competitiva de tributos, poderíamos até nos posicionar como polo exportador de bicicletas”, projeta o presidente da Abradibi.

Hoje, a exportação brasileira é bastante tímida, diante do desempenho do mercado chinês, que exporta cerca de 60 milhões de bicicletas/ano (80% das exportações mundiais).

Informações de assessoria de imprensa da Abradibi (Associação Brasileira da Indústria, Comércio, Importação e Exportação de Bicicletas, Peças e Acessórios)