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Freio a disco podem ser realidade nas provas da UCI

Freio a disco pode ser realidade nas provas da UCI em um futuro próximo

Do Bikemagazine
Foto de Maximiliano Blanco / Shimano Latin America

Ainda na temporada 2015 poderemos ver em ação bicicletas de estrada equipadas com freios a disco em eventos oficiais da UCI. A entidade máxima do ciclismo não confirmou datas e nem ao menos as corridas que servirão para o teste inicial dessa nova tecnologia já disponível no mercado.

“Os eventos-teste são parte importante do que estamos tentando fazer, que é olhar e abraçar essa nova tecnologia, em vez de resistir a ela”, declarou em uma entrevista para a imprensa especializada europeia Brian Cookson, presidente da UCI.

Não é segredo que a UCI é conservadora e extremamente cautelosa quando o assunto é mudança, principalmente no que diz respeito a tecnologias que influenciem diretamente na segurança do ciclista. É bom lembrar que o atual limite mínimo de peso de 6,8kg foi estabelecido em 2000 e existe uma pressão por parte de fabricantes que esse limite seja revisto.

Apesar da inquestionável eficiência e maior poder de frenagem, a adoção de freios a disco em bikes de estrada ainda desperta desconfiança e muitas questões.

“Vamos observar isso como parte do processo. Não vamos esquecer que também existe diferença de frenagem mesmo entre os freios a disco. Essa é uma questão que vamos considerar”, afirmou Cookson.

Chefes de equipe e mecânicos questionam alguns pontos cruciais para a implantação da nova tecnologia. No caso de um grande tombo no pelotão, fato muito comum em qualquer corrida de estrada, os discos podem provocar sérios cortes e ferimentos.

Outra questão é a compatibilidade de rodas (e rotores de freios), já que, no caso de furos de pneus, o carro de suporte neutro fornece rodas para todas as equipes, independentemente da marca dos componentes.

Mas é a diferença de frenagem entre os sistemas que provocar dúvidas e misturar bikes com freios convencionais e freios a disco numa mesma corrida pode causar sérios acidentes. Ainda não está definido se as corridas de teste serão exclusivamente para bikes equipadas com freios a disco.

“Não sou um técnico especialista mas sabemos que existe uma grande diferença de desempenho mesmo entre os freios de aro convencionais. O desempenho de um bom freio convencional não é tão grande assim em relação ao freio a disco”, disse Yves Möri, da WFSGI (World Federation of the Sporting Goods Industry), entidade que representa os fabricantes e está em contato com a UCI sobre o tema.

Dependendo do avanço das negociações, em 2016 haverá mais eventos com a presença de bicicletas equipadas com disco. “Estamos analisando alguns eventos selecionados para o final desse ano, mas ainda não tomamos nenhuma decisão”, resumiu Cookson.