Skip to main content
O paraibano Kleber Ramos, o "Bozó", estreia em Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro

O paraibano Kleber Ramos, o “Bozó”, estreia em Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro

Dani Prandi / Do Bikemagazine
Fotos de divulgação

O paraibano Kleber Ramos, o “Bozó”, passou as últimas horas com a “adrenalina a mil” depois que recebeu a confirmação de que vai integrar a seleção do Brasil no ciclismo dos Jogos Rio 2016. Sua estreia em Jogos Olímpicos foi motivo de festa em João Pessoa, de onde o ciclista conversou com o Bikemagazine no final desta quinta-feira (9 de junho). “Estou muito contente, é um sonho”, comemorou.

Kleber Ramos no pelotão do Aquece Rio Foto: Luis Claudio Antunes/Bike76

Kleber Ramos no pelotão do Aquece Rio Foto: Luis Claudio Antunes

Depois de ser o 7º colocado e o melhor brasileiro no evento-teste do ciclismo de estrada, em agosto do ano passado, o ciclista estava entre os favoritos para ocupar a segunda vaga do Brasil na prova de estrada. A primeira vaga, todos adivinhavam, seria do catarinense Murilo Fischer, o único brasileiro no World Tour e um dos mais experientes do pelotão.

A convocação de Fischer, confirmada, vai marcar sua quinta participação olímpica. Já para Kleber Ramos será a primeira vez. “Para mim é um sonho correr na Olimpíada e ainda mais com um cara como ele. O Murilo é muito experiente e só tem a somar”, elogia.

Aos 30 anos, integrante da equipe Funvic Soul, que nesta temporada conquistou lugar na categoria Profissional Continental, a chamada 2ª divisão do ciclismo mundial, “Bozó” tem vivido novas e intensas experiências no pelotão pro. Disputou provas por etapas na África e na Europa, como a Volta a Andalucia, e sentiu nas pernas a diferença. “A Andalucia foi um espetáculo, gostei muito do percurso montanhoso”, relata.

Para encarar o duro percurso olímpico, feito sob medida para escaladores, o paraibano conta que vai “aumentar a quilometragem”. “Preciso passar dos 200 quilômetros, aqui a gente não é acostumado. Lá fora o ritmo é outro, muito mais alucinante”, diz o vencedor da etapa rainha do Tour do Rio do ano passado.

Na programação de provas pré-Rio 2016, Kleber Ramos conta que vai para a Volta de Goiás (14 a 19 de junho) e, depois, no final do mês, estará na disputa do Campeonato Brasileiro, em Joinville (SC). Ainda planeja ir treinar na altitude, na Colômbia, mas depende de confirmação da equipe.

Muitos ciclistas e técnicos estrangeiros que fizeram o reconhecimento do percurso no Rio de Janeiro concordam que poucos devem terminar a disputa. “O circuito olímpico é muito seletivo”, admite. Para o brasileiro, além das subidas, há outras dificuldades. “A Vista Chinesa é um desafio, pois há uma descida muita técnica. O final da prova, por causa da quilometragem (256,4 quilômetros), também é desgastante”, completa.

Mas “Bozó” faz questão de destacar que vai “pensar alto”. “Vou treinar muito e, sim, espero terminar”, afirma. O paraibano adianta que pretende retornar ao circuito olímpico para ficar mais familiarizado com o percurso. “Quero voltar a pedalar no percurso e passar várias vezes pelos trechos que considero mais importantes.”

O ciclista, que ganhou o apelido de “Bozó” ainda criança, em Soledade, no interior da Paraíba, por causa de um jogo de dados dos mais velhos que fazia questão de assistir, lembra que começou a pedalar por causa do pai, José Felix, o “Índio”. “Ele saía para treinar e eu ficava pedindo para ir também. Foi por ele que tudo começou.”

Agora, a família toda se prepara para torcer pelo ciclista no Rio de Janeiro. “Estar nos Jogos Olímpicos é uma realização para a família inteira.”

LEIA TAMBÉM
Bikemagazine conferiu: percurso do ciclismo de estrada Rio 2016
Rio 2016: escalada para Froome, Contador, Nairo ou Nibali

Mais reportagens sobre os Jogos Rio 2016 do Bikemagazine