Por Nestor Freire / Giraventura
Especial para o Bikemagazine
Qual o cálculo correto para a Porcentagem de Inclinação (Declividade)? Ou também: como calcular a inclinação de uma determinada subida?
Como um bom engenheiro, vou desmitificar de uma vez por todas essas tais porcentagens de inclinação que todos vemos em subidas e descidas por aí. Na trigonometria a tal porcentagem de inclinação tem nome: Declividade.
Exemplo 1: Pico do Jaraguá, São Paulo:
Você está numa altitude de 605 metros (C) e foi a 905 metros (B). Sua distância horizontal começou em zero (A) e terminou em 4.130 metros (C). Assim fazendo as contas:
dh = B – C → 905 – 605 = 300 m
dH = C – A → 4130 – 0 = 4.130 m
D = dh / DH * 100 → 300 /4.130 = 0,0726 → 0,0726 x 100 = 7,26 %
Portanto a declividade média é de 7,26 %
Simples o cálculo, não? Então, aí que entra um detalhe, não conseguimos fazer esse cálculo tão corretamente assim “na unha”. Por quê? Porque o dH, que é a distância horizontal, é projetada pelo seu Garmin ou Strava a partir da sua distância percorrida AB, aí com esses dados ele faz o cálculo preciso.
Veja na figura abaixo que o gráfico Elevação x Distância produzido pelo Garmin é baseado na distância horizontal e não na sua distância percorrida:
Então não é possível fazer o cálculo da declividade sabendo apenas a distância que eu pedalei AB e a diferença de altura BC?
Sim, é possível termos um resultado aproximado para declividades de até 14% pois a distância percorrida no seu pedal AB e a distância horizontal AC quase se equivalem.
Veja abaixo o mesmo exemplo 1, porém aplicando a distância percorrida AB através de um simples odômetro:
Exemplo 2: Subida Pico do Jaraguá, São Paulo:
Você está numa altitude de 605 metros (C) e foi a 905 metros (B). Sua distância percorrida começou em zero (A) e terminou em 4.140 metros (B). Assim fazendo as contas:
dh = B – C → 905 – 605 = 300 m
BA = B – A → 4140 – 0 = 4.140 m
D = dh / BA * 100 → 300 /4.140 = 0,0724 → 0,0724 x 100 = 7,24 %
Portanto a declividade média é de 7,24 %
Conclusão: Sim, é possível se utilizar as duas metodologias para declividades de até 14% com uma margem de erro muito pequena.
Nestor Freire
Giraventura
www.giraventura.com.br



