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Disputa do evento-teste do ciclismo de estrada para os Jogos Tóquio-2020

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação

O perfil montanhoso do percurso do ciclismo olímpico de estrada dos Jogos Tóquio-2020 vai desafiar estrelas do pelotão World Tour. Nomes como o italiano Vincenzo Nibali, os franceses Julian Alaphilippe e Romain Bardet, além do belga Greg Van Avermaet, que conquistou o ouro na Rio-2016, já confirmaram presença. O review de apostas Brasil ainda espera novas confirmações dos montanheiros, mas tudo indica que a disputa em Tóquio será espetacular.

Os ciclistas vão percorrer as encostas do Monte Fuji, a montanha mais alta do Japão, e passar pelo Lago Yamanakako, dois dos destinos mais cênicos do país. “Durante a segunda metade do percurso, os ciclistas enfrentarão terrenos difíceis ao redor do Monte Fuji, um dos marcos mais emblemáticos do Japão. Em suma, será um percurso imponente que irá oferecer cada vez mais emoção à medida que progride, com as mudanças de altitude proporcionando mais desafios. Estamos ansiosos para receber os melhores ciclistas de todo o mundo com uma atmosfera que lembrará as lendárias corridas europeias do passado”, disse Yoshiro Mori, presidente da Tóquio-2020.

Mapa do circuito do ciclismo de estrada para Tóquio-2020

Os Jogos Olímpicos em Tóquio serão realizados entre os dias 24 de julho e 9 de agosto de 2020. Como já é tradição, a prova de ciclismo de estrada será na manhã seguinte da cerimônia de abertura. A prova de estrada dos homens terá um percurso bem mais exigente que o das mulheres. Serão 234km de extensão com 4.865 metros de subida acumulada e o circuito final tem uma subida de 6,8km com uma média de 10,2% de inclinação, com trecho de 12,6%. Os ciclistas vão largar da área metropolitana de Tóquio e seguirão para o Oeste em direção à região do Monte Fuji.

O trajeto começa no Parque Musashinonomori, ao nível do mar, com um deslocamento neutro de 10 km. A corrida propriamente dita começará ainda na área urbana de Tóquio, seguirá depois para Kanagawa, Yamanashi e Shizuoka – cada uma com sua própria paisagem característica – e a chegada será no circuito Fuji Speedway, em Shizuoka. No percurso, o pelotão terá pelo menos cinco picos com altitudes que variam de 1.111 metros sobre o nível do mar até 1.451 metros, em Suyama. Para as mulheres o percurso deverá ser de 140 km e repetir o mesmo lugar para largada e chegada.

A prova de contrarrelógio individual terá um total de 44,2km em um circuito de 22,1km, com duas voltas para os homens no circuito Speedway. A prova feminina será no mesmo local, com uma volta no percurso.

No evento-teste para a disputa, realizado em julho, o vencedor foi o italiano Diego Ulissi, que marcou 4 horas e 50 minutos e 53 segundos no percurso de 179 quilômetros que cobriu parte do trajeto de 234 km. Ulissi venceu com vantagem de 17 segundos sobre Davide Formolo, também da seleção da Itália. Nans Peters, da França , foi o 3º colocado, a 1min52s. Matthew Holmes (Grã-Bretanha) foi o 4º colocado e Loic Vliegen (Bélgica) terminou em 5º.

Brasil de fora
Com o encerramento do ranking 2019 do ciclismo de estrada da UCI (União Ciclística Internacional) veio a confirmação de que o Brasil ficará de fora da disputa de estrada de Tóquio-2020, o que não ocorria desde 1976, em Montreal, no Canadá.

As vagas para Tóquio-2020 são baseadas no ranking das nações da UCI combinadas com os rankings individuais (Top 200 no masculino e Top 100 no feminino). No ranking das nações, no masculino os 50 primeiros países garantem pelo menos uma vaga e no feminino os 22 primeiros países, apesar de ainda entrar na conta uma cota de vagas por continente.

No masculino, o Brasil ficou em 55º no ranking das nações e o melhor colocado no ranking individual, Rodrigo Nascimento, encerrou o ano em 705º lugar, uma posição atrás da segunda vaga da cota continental das Américas, com o 12º lugar no Pan-Americano de Ciclismo de Estrada. No feminino, Flávia Oliveira, que foi a 7ª colocada na prova de estrada dos Jogos Rio-2016, passou boa parte da temporada suspensa e terminou na 109ª posição, com o Brasil em 40º lugar. Vale lembrar que o Brasil também não terá vagas para as provas de contrarrelógio em Tóquio-2020.