Do Bikemagazine
Fotos de divulgação
Chris Froome (Team Ineos), em participação no podcast Watts Occuring, dos colegas de equipe Luke Rowe e Geraint Thomas, nesta quarta-feira (4 de dezembro), disse que não deve estar estar 100% para disputar o Giro D’Itália em 2020, mas que vai focar seu retorno no Tour de France. O campeão do Giro de 2018 e quatro vezes campeão do Tour (2013, 2015, 2016 e 2017), que se recupera de uma queda com várias fraturas durante o reconhecimento da etapa de contrarrelógio da Criterium du Dauphine, em junho, tem enfrentado duros desafios para recuperar sua melhor forma.
“Foram seis meses difíceis, mas acho que tive sorte, considerando que poderia ter sido bem pior”, disse Froome, que no mês passado passou por nova cirurgia para remover pinos de metal na perna e no cotovelo. “Voltei oficialmente ontem à bicicleta pela primeira vez desde a minha segunda operação e espero que tudo o que eu faça daqui em diante seja para voltar bem na próxima temporada.”
O ciclista de 34 anos, que teve fraturas complexas na queda, quando caiu a 60 km/h, interrompeu a temporada 2019 prematuramente e teve que adiar seus planos de conquistar um quinto título do Tour para, assim, entrar na seleta galeria dos pentacampeões, que reúne os franceses Jaques Anquetil e Bernard Hinault, o espanhol Miguel Induraín e o belga Eddie Merckx.
No podcast, o ciclista diz que a perna direita “não está funcionando corretamente e ainda está fraca e precisa de muito trabalho”. “A primeira coisa é voltar à bike e tentar trabalhar as fraquezas.” Em seu retorno, Froome disputou, em outubro, a prova de contrarrelógio da Saitama Criterium, no Japão. Sobre sua forma física, o ciclista diz que não foi difícil manter o peso baixo já que, como não está fazendo treinos intensos, o apetite está controlado.
“Definitivamente, não vou estar pronto para enfrentar o Giro 100%, então acho que o mais lógico é Touro e, obviamente, para minhas próprias ambições, tentando chegar ao penta, que é um grande objetivo. Essa é a força motriz para mim, essa é a luz no fim do túnel para chegar ao Tour da melhor forma possível. Definitivamente, isso tem me ajudado nos tempos difíceis.”
“Mas também é bastante assustador ter isso como objetivo. Voltar a pedalar foi incrível, é muito bom estar na estrada novamente, mas também me mostrou o quão longe estou da forma que tinha quando venci o Tour de France”, completou.



