Do Bikemagazine
Fotos de divulgação/ASO
Vitória francesa no Tour de France em uma uma das etapas mais esperadas desta edição. Anthony Turgis (TotalEnergies) foi o vencedor da “etapa gravel”, a 9ª etapa, neste sábado (7 de julho), com 199km de percurso, com largada e chegada em Troyes, e 14 trechos de estradas de cascalho, seis deles na parte final da etapa, estendendo-se por 32 km no total.
Turgis estava no grupo escapado de 12 ciclistas que segurou a fuga desde os primeiros 50km e seguiu até o final, para faturar a vitória no sprint. Derek Gee (Israel-Premier Tech) foi o primeiro a abrir o sprint, mas terminou em 3º, atrás de Tom Pidcock (Ineos Grenadiers).
O francês de 30 anos comemorou sua conquista. “É uma loucura. Participo do Tour de France há anos, esta é a minha sétima edição, sempre com o objetivo de vencer uma etapa. Eu tinha vencido em todos os níveis de competição, mas estava faltando uma no WorldTour, e agora chega no Tour de France, em uma etapa lendária. Tivemos um grande dia de corrida”, disse.
“Eu queria que os outros me levassem o mais longe possível. Era uma questão de quem jogava de forma mais inteligente. Esta vitória é ótima para a equipe. Viemos para uma vitória em etapa e conseguimos”, completou Turgis.
Os principais favoritos da classificação geral terminaram todos juntos novamente. Tadej Pogacar (UAE Team Emirates) fica com a camisa amarela no primeiro dia de descanso do Tour, nesta segunda-feira (8 de julho), com 33 segundos de vantagem sobre Remco Evenepoel (Soudal Quick-Step) e 1min15s à frente de Jonas Vingegaard (Team Visma Lease a Bike) na classificação geral.
Pogacar tentou vários ataques durante a etapa, mas seus principais adversários responderam. “Foi uma corrida bem divertida. Havia muita areia e poeira por todo o lugar, então era impossível ter uma imagem clara da corrida e você tinha que pedalar por instinto e potência. Eu senti ótimas pernas, o que é uma ótima notícia, pois esta foi uma das etapas mais difíceis deste Tour de France. Estou muito feliz com a forma como este início do Tour foi para mim. Sinto-me muito confiante, pois estou em ótima forma e tenho uma equipe muito boa ao meu redor”, disse Pogacar.
“Não sei o que aconteceu na corrida quando parei para uma pausa na natureza. Só sei que estava tranquilo e então, de alguma forma, tive que perseguir muito forte junto com Tim (Wellens) para recuperar minha posição no pelotão. Daí em diante, cada setor de cascalho estava cheio de mudanças – primeiro Visma liderou, depois nós, então Remco (Evenepoel) atacou, então eu… Em algum momento, Remco, Jonas (Vingegaard) e eu subimos a estrada. Acho que foi uma ótima oportunidade para nós colocarmos algum tempo sobre o resto dos favoritos da GC e garantir o pódio, mas Jonas se recusou a cooperar. Acho que Visma está apenas focando em mim e subestimando os outros concorrentes da GC. Eles apenas me seguem, sem pensar em Primoz [Roglic] ou Remco. Depois, foi uma pena que houvesse algum vento contrário em direção ao final, pois isso tornou impossível para mim escapar nos quilômetros finais”, completou o camisa amarela.
Entre os 12 ciclistas originais da fuga que conseguiram chegar à meta estavam Turgis, Pidcock, Gee e Ben Healy (EF Education-EasyPost), junto com Jasper Stuyven (Lidl-Trek), com mais atuação no final.
Como a fuga mostrava sinais de fadiga nos quilômetros finais, Stuyven lançou um ataque no último setor de cascalho, Saint-Parres-aux-Tertres, comprometendo-se com um esforço individual total, mas o belga foi alcançado no último quilômetro. “Eu previ que Jasper faria um grande ataque. Eu tentei seguir, mas não fazer muito; no fundo da minha cabeça, eu estava pensando: Não faça muito e fique calmo. Se tudo der certo, eu poderia vencer o sprint”, contou Turgis.
Stuyven, que foi escolhido o mais combativo da etapa, falou sobre a prova: “Tentei de tudo e talvez tivesse sido bom não ter tanto vento contrário nos últimos quilômetros. Acho que deixei tudo lá e queria ter forçado um pouco mais no final, mas é o que é e não foi o suficiente. No momento, é difícil ver os pontos positivos. Acho que a partir de agora a maioria das etapas são realmente etapas de sprint ou etapas de montanha, então hoje foi uma chance muito, muito boa e eu estava perto. Acho que terei que aproveitar o dia de descanso amanhã e talvez dar uma olhada para ver se há mais oportunidades.”
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Próxima etapa
A 10ª etapa, dia 9 de julho, terça-feira, abre a segunda semana do Tour, com 187,3km entre Orléans e Saint-Amand-Montrond. Na passagem por Issoudun, com as estradas expostas, o vento lateral deve ser um desafio a mais.
AS ETAPAS
Etapa 1 – 29 de junho – Florença – Rimini – 206km
Etapa 2 – 30 de junho – Cesenatico – Bologna – 198,7km
Etapa 3 – 1º de julho – Piacenza – Torino – 230,5km
Etapa 4 – 2 de julho – Pinerolo – Valloire – 139,6km
Etapa 5 – 3 de julho – Saint-Jean-de-Maurienne – Saint-Vulbas Plaine de l’Ain – 177,4km
Etapa 6 – 4 de julho – Mâcon – Dijon – 163,5km
Etapa 7 – 5 de julho – Nuits-Saint-Georges – Gevrey-Chambertin – 25,3km (ITT)
Etapa 8 – 6 de julho -Semur-en-Auxois – Colombey-les-Deux-Églises – 183,4km
Etapa 9 – 7 de julho – Troyes – Troyes – 199km
8 de julho – descanso
Etapa 10 – 9 de julho – Orléans – Saint-Amand-Montrond – 187,3km
Etapa 11 – 10 de julho – Évaux-les-Bains – Le Lioran – 211km
Etapa 12 – 11 de julho – Aurillac – Villeneuve-sur-Lot – 203,6km
Etapa 13 – 12 de julho – Agen – Pau – 165,3km
Etapa 14 – 13 de julho – Pau – Saint-Lary-Soulan Pla d’Adet – 151,9km
Etapa 15 – 14 de julho – Loudenvielle – Plateau de Beille – 197,7km
15 de julho – descanso
Etapa 16 – 16 de julho – Gruissan – Nîmes – 188,6km
Etapa 17 – 17 de julho – Saint-Paul-Trois-Châteaux – Superdévoluy – 177,8km
Etapa 18 – 18 de julho – Gap – Barcelonnette – 179,6km
Etapa 19 – 19 de julho – Embrun – Isola 2000 – 144,6km
Etapa 20 – 20 de julho – Nice – Col de la Couillole – 132,8km
Etapa 21 – 21 de julho – Mônaco – Nice – 33,7km (ITT)
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