Do Bikemagazine
Fotos de divulgação
A brasileira Ana Vitória “Tota” Magalhães (Bepink-Bongioanni) foi o destaque na segunda etapa do Giro d’Italia Feminino nesta segunda-feira (8 de julho). Tota andou escapada mais de 100km e só foi alcançada a 1.800 metros da linha de chegada. A longa fuga rendeu à brasileira a maglia azzurra, a camisa azul de líder geral da classificação de montanha.
A etapa foi disputada entre as localidades de Sirmione e Volta Mantovana, com um total de 110km. Pela segunda vez consecutiva a vitória foi italiana, com Chiara Consonni, campeã mundial de pista em 2022, que superou no sprint Lotte Kopecky, atual campeã mundial de estrada, e Elisa Balsamo, campeã mundial em 2021.
“É uma vitória muito importante, pela qualidade das corredoras que eu deixei para trás durante a etapa. Sabíamos que a etapa era para fugas e o pelotão deixou ir”, contou a campeã.
A longa fuga de Tota
A etapa de hoje foi marcada pela performance impressionante de Tota Magalhães. A largada, sob um céu claro e temperatura de 24°C, contou com 153 ciclistas. A primeira fuga foi protagonizada pela brasileira e em conjunto com a italiana Silvia Missiaggia (Top Girls-Fassa-Bortolo), que logo no KM 5 abriram vantagem significativa, alcançando 1’38” sobre o pelotão no KM 19.
No KM 27, Elena Rossato e Alice Curnis atacaram, buscando diminuir a diferença para as líderes. No entanto, Tota Magalhães e Missiaggia mantiveram o ritmo e ampliaram a vantagem para 2’50” sobre as contrata-atacantes e 4’08” sobre o pelotão no KM 40. A velocidade média da prova após uma hora de corrida era de 42,100 km/h.
No primeiro sprint intermediário (KM 67), Magalhães e Missiaggia cruzaram em primeiro e segundo lugar, com uma vantagem de 4’13” sobre Rossato e Curnis, e 6’02” sobre o pelotão.

A brasileira da equipe Bepink-Bongioanni andou mais de 100km escapada e foi alcançada a 1.800m da chegada
No KM 56, a dupla liderava com 3’30” de vantagem sobre as contrata-atacantes e 6’28” sobre o pelotão. No KM 77, o grupo finalmente alcançou Rossato e Curnis.
Magalhães, então, conquistou o primeiro prêmio de montanha (KM 78), com Missiaggia em segundo lugar, ambas com 4’12” de vantagem sobre o pelotão. No KM 79, Magalhães se viu isolada na liderança, demonstrando grande resistência e estratégia.
No KM 80, Ghekiere, Vigilia e Wlodarczyk tentaram um ataque, mas o grupo rapidamente anulou a investida. A velocidade média da prova após duas horas de corrida era de 41,900 km/h.
No KM88, Tota Magalhães liderava com 2 minutos de vantagem sobre Missiaggia e 3’02” sobre o pelotão, que viu Jaskulska tentar uma fuga. No KM 90, Tota Magalhães liderava com 2’44” de vantagem sobre Missiaggia, 2’55” sobre Jaskulska e 3’10” sobre o pelotão. No KM 96, Missiaggia foi alcançada pelo pelotão.
No KM 98, Jaskulska também foi alcançada pelo grupo, deixando Magalhães como a única líder. No segundo prêmio de montanha (KM 100,1), a brasileira cruzou em primeiro lugar, com 1’33” de vantagem sobre o pelotão.
A 7 KM da chegada, Magalhães mantinha uma vantagem de 53 segundos sobre o pelotão, que contava com cerca de 60 ciclistas. A 5 KM da chegada, a diferença caiu para 40″. A 3 KM da chegada, a diferença caiu para 12″. A 2 KM da chegada, o pelotão finalmente alcançou Tota.
No sprint final, Consonni levou a melhor sobre Kopecky e Balsamo, garantindo a segunda vitória italiana consecutiva na competição.
A líder da classificação geral, Elisa Longo Borghini, terminou a etapa em 10º lugar, mantendo a Maglia Rosa. Borghini administra uma vantagem de 1 segundo sobre a australiana Grace Brown (FDJ-Suez).
O Giro d’Italia Feminino prossegue nesta terça-feira (9 de julho) com a terceira etapa. Serão 113km entre Sabbioneta e Toano, com chegada ao alto, a 894 metros sobre o nível do mar. A última subida tem 11km de extensão e picos de até 6% de inclinação.




