Skip to main content

Pódio final do Tour 2024, com Pogacar campeão, Vingegaard em segundo e Evenepoel em terceiro

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação

A expectativa em torno do duelo entre o atual campeão mundial, o esloveno Tadej Pogacar (UAE Team Emirates), e o dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike) no Tour de France 2025 aumentou com a revelação do percurso da disputa, que será realizada de 5 a 27 de julho. Leia reportagem aqui

“Vai ser brutal”, disse Pogacar, que conquistou em 2024 seu terceiro título de campeão do Tour de France. O esloveno venceu as edições de 2020 e 2021, mas teve que encarar Jonas Vingegaard campeão em 2022 e 2023. Nesta temporada, Pogacar dominou a disputa, e venceu Vingegaard, que se envolveu numa grave queda na Volta ao País Basco, em abril, na conquista de seu tricampeonato com mais de 6 minutos de vantagem.

Em férias nas praias de Seychelles, Pogacar faltou à apresentação do percurso, em Paris. Depois, falou ao jornal L’Equipe sobre o trajeto, predominantemente montanhoso, com seis chegadas ao alto, em Hautacam, Superbagnères, Mont Ventoux, Col de la Loze e La Plagne, além da cronoescalada de 11 km até Peyragudes, nos Pireneus. A semana de abertura oferece chances para os velocistas, mas também várias chegadas em subidas e, portanto, com oportunidades para Pogacar atacar.

“O Tour começa com uma longa primeira semana no norte da França. Isso será interessante porque há etapas complicadas, há também o contrarrelógio de 33 km, que parece muito bom”, disse, otimista. “Então cruzamos a França em direção aos Pireneus, com o primeiro dia de descanso em Toulouse, antes de algumas etapas legais. Gosto especialmente do contrarrelógio de Peyragudes, nunca fiz essa subida em um contrarrelógio antes. Será interessante ver o que acontece, mas já tive bons resultados nos Pireneus no passado”, afirmou Pogacar.

Em 2021, Vingegaard distanciou brevemente Pogacar no Mont Ventoux, mas depois ele conseguiu diminuir a diferença e venceu o Tour. Em 2025, o Ventoux está de volta. “A etapa para o Mont Ventoux é quase toda plana, mas a subida é muito difícil, é para os escaladores puros”, destaca Pogacar. “Adoro essa subida, é diferente de qualquer outra coisa. Será ainda mais interessante ver o que acontece depois do segundo dia de descanso.”

Em 2023, Pogacar ficou famoso por ter dito no Col de la Loze: “Estou indo, estou morto” no rádio da corrida. Ele talvez consiga cancelar esse momento de derrota em 2025, quando a etapa 18 sobe até o cume de 2.304 m de altura via Courchevel e uma subida de 26,2 km a 6,5%. “Os Alpes são sempre difíceis. A etapa para o Col de la Loze é talvez a etapa rainha porque tem uma quantidade muito alta de escalada. Acho que será brutal.”

Pogacar e Vingegaard na etapa 14 do Tour 2024

Vingegaard, que antecipou sua pré-temporada e já está de volta aos treinos (leia mais aqui), estabelecendo uma nova base para 2025, também não foi à cerimônia de apresentação do Tour 2025. Segundo Grischa Niermann, que agora é chefe da equipe após a saída de Merijn Zeeman, que saiu para trabalhar no futebol, não está descartada a ida de Vingegaard para o Giro d’Italia 2025, antes do Tour, com o objetivo de fazer o ciclista retornar ao seu melhor em julho. “O Giro-Tour é uma opção, vimos que Tadej Pogacar fez isso este ano. Há também o Tour-Vuelta, ou apenas o Tour, precisamos decidir”, afirmou.

Niermann e o gerente da equipe Visma-Lease a Bike, Richard Plugge, assistiram à apresentação da rota no Palais des Congrès e gostaram do que viram. A primeira semana no norte da França pode ser um teste de nervos e habilidades de ciclismo para Vingegaad, mas as inúmeras chegadas no topo das montanhas e altas montanhas combinam bem com ele. Agora eles começarão a trabalhar na estratégia.

“Eu acho que é um percurso muito bom, eu acho que é um Tour de France muito difícil, especialmente na segunda metade. Há algumas subidas e etapas legais, onde Jonas tem ótimas lembranças, aquelas com 5000m de subida, como a etapa para o Col de la Loze. Agora temos que fazer nossa lição de casa para diminuir a diferença que havia este ano. Sabemos que Jonas com preparação normal e sem o acidente pode ser muito melhor do que este ano. Mas também há uma grande diferença com Pogacar, então temos muito trabalho a fazer. Estamos otimistas de que é possível, mas Pogacar será o homem a ser batido.”

Evenepoel e Pogacar no Tour de France 2024

Correndo por fora, o medalha de ouro no contrarrelógio e na estrada em Paris-2024, o belga Remco Evenepoel (Soudal-QuickStep) também comentou o percurso do Tour 2025, e, inclusive, identificou uma oportunidade de levar a camisa amarela durante a primeira semana. Evenepoel venceu o contrarrelógio da etapa 7 em 2024 e espera fazer o mesmo no contrarrelógio de 33 km na etapa 5 em julho do ano que vem. “Um contrarrelógio tão cedo na corrida me dá a chance de levar a camisa amarela na primeira semana”, disse.

O belga, que terminou a disputa desta temporada, em sua estreia no Tour, em terceiro lugar na classificação geral, além da camisa branca de melhor jovem, afirmou que o trajeto de 2025 é “muito especial e muito bonito”. “O Grand Départ não fica muito longe da minha casa e da Bélgica”, acrescentou.

LEIA MAIS
Tour de France no Bikemagazine
Site oficial do Tour de France