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Foto de divulgação

Banco holandês encerra patrocínio para equipe de ciclismo

O conglomerado financeiro holandês Rabobank anunciou que vai encerrar o patrocínio ao ciclismo profissional após 17 anos. O grupo Rabobank era considerado o maior patrocinador do esporte.

A saída está relacionada com as recentes revelações sobre o uso de doping dos atletas da elite. Na última quinta-feira (18 de outubro), o banco suspendeu o patrocínio a um de seus ciclistas, Carlos Barredo, após alegações de uso de doping, acusação negada pelo atleta.

“O ciclismo profissional não está num processo de se tornar um esporte justo e correto”, explicou Bert Bruggink, do conselho de administração do Rabobank. “Não acreditamos que isso possa mudar para melhor num futuro próximo”, acrescentou, em comunicado.

A Rabobank tomou a decisão após a publicação do relatório da Agência Antidoping dos EUA (Usada, na sigla em inglês), com provas que fazem crer que Lance Armstrong, sete vezes vencedor da Volta a França, teve o papel principal “no mais sofisticado esquema de doping da história do esporte”.

O banco holandês vai manter apenas o apoio a equipas amadoras de ciclismo. “O ciclismo é um bom esporte, que milhões de holandeses amam”, disse Bruggink, considerando que a decisão de deixar o pelotão internacional “era inevitável”, apesar de “dolorosa”.